quinta-feira, 22 de março de 2018

Décimo Quinto: chegou a hora

Eu estou com medo e é óbvio, é um grande dia, hoje estou mais velho, tenho 18 e tenho responsabilidades.
O universo parece realmente enorme, sinto que sou como uma formiga e o nosso planeta é só mais um pedaço de terra, não muito grande, menor que uma cidade talvez do tamanho de um bairro, mas cheio de formigueiros, o universo é o planeta inteiro. Como a formiga que sou sinto que não vou conseguir explorar o universo inteiro mas talvez eu consiga fazer muita coisa nesse espaço de terra, talvez eu não faça nada, mas estou buscando ter ambições, não faço ideia de quais, mas um dia vou querer algo de verdade.
Um dia terei muitas coisas que quero, irei a muitos lugares, sairei mais de casa, e não vou viver mais com essa vontade de querer morrer, vou viver querendo viver.
Estou dando o primeiro passo hoje, tive 18 anos de preparação, muito mal aproveitados mas fucking 18 anos que vão dar em algo. Quero que as pessoas tenham esperança em mim, quero ter esperança em mim, quero gostar de viver e viver por mim.
Sou adulto agora, muita gente fala que 18 ainda é adolescentes mas acho que depende de cada um, preciso fazer algo, se eu viver como adolescente então continuarei dentro de casa me isolando, não fui um dos melhores ou maiores adolescentes da minha geração, mas quero tentar ser um adulto melhor.
Medo, é isso que está no meu estômago agora, não são borboletas, é medo, puro e escuro.

Claro eu sinto medo, medo de tudo mas também me sinto determinado, determinado a não sentir mais isso, determinado a tentar meu melhor.

Bom dia,
Sr Aglomerado de Átomos.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Eu sou muito trouxa

Décimo quarto relato: Maldição

"Puta que me pariu" é o que eu penso quando lembro de você, maldição!!
Não consigo esquecer quem eu sei que me esqueceu e me esqueceu fácil, estou fadado a lembrar de você pra sempre, e sofrer por isso.
Quem diria, eu nunca imaginei que uma garota pudesse me iludir e eu ser tão trouxa por ela, mas a gente parou de se falar a uns anos e eu ainda continuo sendo trouxa por você.
Eu me odeio. Você existir me faz me odiar, simplesmente porque eu não consigo te esquecer.
Você me fez tão bem e tão mal, talvez eu seja um masoquista mesmo, e quando me lembro de que você já me chamou disso uma vez faz doer mais.
Antes eu lutava pra conseguir te entender, para poder continuar falando com você, agora tudo parece tão simples, ou será que eu era burro?
Você sempre esteve um passo a minha frente e hoje não é diferente, você me esqueceu e eu ainda lembro de você.
É, eu devo ser masoquista, que merda.
Eu era masoquista só por você.
Se eu estou chorando agora é por que você era como cebola pra mim, se eu sorrio quando lembro de você é por que você era como o céu pra mim, se eu sinto vontade de pular de um prédio é por que você disse que estaria lá embaixo me esperando.

Cansei de ser trouxa, mas não consigo deixar de ser, cansei de você mas não consigo te esquecer.

Talvez aqueles te amos infinitos que eu te falava fossem reais, talvez até demais.

Juro, que se eu te ver um dia vou mandar você se fuder. Talvez tenha sido melhor você ficar longe e me esquecer, mas é uma porra aceitar isso.

Vai se fuder.

Sr. Aglomerado de átomos