(15 de julho de 2020)
Me sinto como uma árvore.Sinto que todos são como árvores.
Cada um dando um fruto diferente, uma folhagem diferente, abrigamos vidas que, as vezes são nossas e muitas outras vezes não.
Cada vida que há em você te faz diferente de outro e o ambiente também nos molda, somos únicos mesmo que as vezes aparentemos ser iguais.
Eu me sinto uma árvore que secou muito antes da hora, me sinto oco, vazio. Nada floresce aqui, só sou um amontoado de galhos secos, que a mesma medida que se quebram, podem machucar quem tocar.
Nem água da jeito, totalmente seco, totalmente vazio, prestes a morrer porém durando mais do que todos imaginavam.
Quando eu falo com ela eu sinto que os fruto tentam florescer em mim, mas são flores dela, não minhas, talvez eu não tenha mais essa capacidade, ou talvez eu ainda tenha embora eu nunca vi árvores mortas florescerem.
No meio de tantas árvores cheias de vida, estou aqui, mesmo seco ainda estou vivo o bastante para escrever, talvez ainda aja esperança, talvez ainda tenha vida aqui dentro desse tronco, talvez eu de frutos um dia, ou talvez não.
Em meio a tanta vida, tantos frutos, tanta variedade nessa floresta de concreto, eu ainda estou aqui, buscando ser vida, me camuflando.
Ou eu vivo ou eu morro, espero não ser cortado, cair é decisão minha! Ou de um raio quem sabe, eu espero que seja minha.
Sr. Aglomerado de galhos secos.