terça-feira, 10 de março de 2020

Quinquagésimo primeiro relato: me chama

Me chama, grita meu nome, grita comigo, me faz sentir que alguma coisa daquelas coisas que vocês disseram eram reais.
Mesmo que eu não goste, mesmo que eu não queira, me chama, faz isso para eu sentir que sou um pouco mais normal.
Faz isso para que eu não sinta que eu fugi tanto a ponto de não ter mais volta.

Tô me esforçando para ser decente, mas é difícil sozinho, gosto de vossas companhias, me sinto feliz e não dependente.

O "o" de ONE é de otário, o "N" é natural e o "E" espero que seja de espetacular, mas sei que não é; não é um nome que vale a pena, mas me chama.


Me chama

Sr. Aglomerado de átomos

Quinquagésimo relato: Dois Mundos

Somos de dois mundos diferentes, dois planetas que estão longe, mas ainda se comunicam.


Você é do planeta café, um planeta enérgico tão movimentado que se olhar de mais pode até dar tontura, um lugar divertido e interessante que atrai uma grande variedade de seres desse vasto universo. Um planeta movido a café, sem isso tudo fica lento e cansado, é como um eletrônico sem energia.
A falta de energia sem café faz sentido, é muita coisa acontecendo o tempo todo, muitos movimentos, acontecimentos e pensamentos.

Com café ou não o estresse é inevitável, cansa fazer tanto sempre.


Eu sou do planeta one, onde o número 1 está em falta, é um planeta quieto, cheio de pequenas características que o tornam um pouco mais interessante. A energia aqui acabou a muito tempo, é um planeta que vive de inércia.
É um planeta morto onde as poucas coisas vivas lutam para sobreviver, embora tenha a aparência morta as coisas lá ainda pegam fogo e o fogo queima, queima vida.
Ainda existe esperança.

Nessa comunicação o sinal vem forte de ti, já daqui é fraco e trava as vezes, mas recebo as mensagens e as entendo e guardo.

 
Muito diferente, porém funciona e eu gosto, sua comunicação trás um pouco mais de vida para esse meu mundo.


Espero que dure por mais um bom tempo pois amo isso.


Sr. Aglomerado de átomos