sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

№106: Aglomerado de bondade

Eu vivo no futuro, esqueço do presente e me torturo com o passado.
Como posso me tornar uma pessoa boa se tudo dentro de mim está em uma eterna luta contra a paz? Vivendo do futuro percebi que não vou viver muito se tudo continuar assim, e todo meu passado apenas concorda.
E com todo respeito não desejo usar colar de corda, estou determinado a ser o melhor que eu posso ser, determinação que vira minha missão manter.
Estou perdido nessa guerra interna e a depressão nunca me lembrou tanto os EUA, na minha opinião sincera eu já passei da fase de me bombardear.
Cresci e amadureci, fiquei forte e eu tenho que conseguir lidar com isso, se não conseguir eu não sei o que vai ser de mim.
Já dispensei reforços, afinal o que pílulas ajudam em uma guerra? Estou bem sozinho, já aprendi a lidar com isso, não é atoa que tá tatuado no meu braço.
Assim como o homem aranha se manteve bom independente do Venom, eu também consigo independente da amargura.
Independente de como tudo parece sombrio e de como não consigo dormir por sentir minha cama igual pedra, dura, ainda me mantenho inteiro e sendo eu mesmo o melhor possível.

Mais forte a cada dia, mais determinado todo dia, talvez nem todos os dias, talvez alguns dias menos forte e menos determinado, outros a ponto de desistir, mas enquanto eu conseguir me manter de pé eu seguirei invencível.

Afinal tatuei isso no meu braço também, e não foi atoa.

Sigo buscando ser bom enquanto me corrompo e me purifico, afinal quero ser diferente do que alguns foram para mim.

Sr. Aglomerado de bondades 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

№105: dúvida

Faz tempo que não escrevo, faz tempo que não penso sobre mim, faz tempo que só vivo e vivendo percebi as coisas que devo e não devo.
Ontem me peguei pensando sobre o passado, pensando sobre as coisas que devo praticar o perdão, se devo manter pessoas ao meu lado.
Eu me magoei muito com certas coisas, coisas que me fiz esquecer para doer menos, mas eu ainda me lembro e me lembro quando não devo lembrar, me lembro quando estou bem com as pessoas a minha volta. 
Doloroso lembrar coisas que eu deveria ter perdoado mas que quando eu lembro o perdão é a última coisa que eu penso.
Ser tratado como um nada, um passado sem lembranças, uma opção, ser trocado, ser apenas visto como um ajudante ou pior um servo, ser tratado apenas como invisível, ser tratado dessas formas me doem e não sei se quero perdoar.
Não sei se devo perdoar, não sei se devo esquecer, não sei se devo lembrar e guardar, não sei se devo.

O que eu devo a mim mesmo para que eu possa viver em paz?
Tudo o que aconteceu doeu, quando eu lembro dói, mas as pessoas já não são mais as mesmas, o que aconteceu apenas aconteceu e nada pode mudar.

Eu devo mudar? De pessoas ou de apenas eu mesmo?
Até que ponto devo aguentar?

Não aguento mais tantas dúvidas.


Sr. Aglomerado de átomos