segunda-feira, 13 de maio de 2019

Vigésimo Sexto: instável

Eu não consigo manter, não sei, só não consigo, opinião é um negócio complicado.
Acho incrível como algumas pessoas conseguem desenvolver bem a delas e ser fiel, eu não consigo, a minha é instável. Talvez seja porque eu não me aprofundo muito nas coisas, talvez seja porque existem tantos lados desconhecidos, tantas coisas para se pensar e explorar e isso faz eu repensar sempre.
Chegar em um ponto no qual eu chamaria de final parece muito difícil, mas claro, eu tenho noção do que é muito certo e muito errado.
Talvez eu seja burro por deixar espaço para todos que desejam falar ou mostrar, talvez não, mas não sei, não consigo formar uma opinião fixa, a minha muda todo dia, mesmo que um pouquinho.

O que será que devo fazer?
Sinceramente não sei, acho que isso me faz mal, mas é mais a questão das outras pessoas me forçarem a chegar em um ponto.

As vezes eu penso "pô mas se tu não tiver opinião fixa como que vai ser sua personalidade? Vai continuar instável? E os desenhos? Vão continuar sem identidade? O QUE VOCÊ REALMENTE QUER?"

Bom, não sei.

Sr aglomerado de átomos

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Vigésimo Quinto: O inseguro

Olá caros leitores, claro se ainda existir alguém que leia essas coisas, bom hoje eu tenho uma história para você que está lendo isso.

Bom, vamos começar.

Billy é um garoto e sua idade não importa, o que importa é que Billy tem demônios pra matar, demônios internos que o destroem por dentro sem que ninguém perceba. Billy é um garoto normal em diversos aspectos e muito diferente em outros, coisas nele que o deixam único, a sua individualidade.
O problema é que Billy não confiava em ninguém e ninguém o pode culpar por isso o jovem já passou por coisas que o tornaram assim, porém Billy não superou essas coisas, e a falta de confiança dele o machuca diariamente. Billy é um garoto inseguro, sente que todos podem trair ele e que todos mentem para ele, ele diz que confia nas pessoas, mas na realidade é que ele é quem mais desconfia.
Billy se apaixonou, não uma, nem duas, mas sim diversas vezes, o problema é que quando Billy estava quase em momentos bons e felizes a insegurança dele tomava forma, uma forma horripilante, algo que se você visse talvez não seria mais o mesmo.
A única que ele tinha confiança, a única que ele não conseguia se afastar, a maldita insegurança, ela acabou com relacionamentos antes mesmo de começar, ela passou por dentro do Billy e destruiu tudo, não sobrou nada de pé, exceto o medo. Um, dois, três, quatro e muito mais do que dá para se contar nos dedos, ela foi o destruindo uma vez atrás da outra, o rosto do jovem já havia conhecido o chão diversas vezes, conheceu também a merda e a lama, e por mais que ele se reconstrua toda vez ela vem de novo para destruir.
O jovem já estava cansado, estava tão mal que não levantava da cama, ela não tinha mais o que destruir porque ele não havia construído nada, porém Billy não gostava disso, ele queria coisas e momentos e ele iria lutar por isso.
"Mas como vencer algo tão grande e forte, como tirar a maldita da insegurança" – pensou Billy.
Passaram-se dias, semanas e nada, nada mudou, ele estava lá no mesmo lugar e nos pés da cama dele a insegurança, sentada olhando fixamente para ele, é uma cena de dar medo, como um sentimento consegue ser tão maior que os outros.

Mas Billy tinha um plano, "como que um só sentimento consegue fazer tanto estrago, sou um ser humano, não sou feito de uma coisa só" – pensou Billy.
E mesmo sem seus outros sentimentos tomarem forma Billy os acolheu, os valorizou e pediu ajuda até mesmo para os outros sentimentos ruins, era um tudo ou nada, viver ou ser esmagado diariamente por si mesmo. Billy como todo protagonista meia boca queria viver, então ele se levantou, se vestiu e foi viver, claro a insegurança foi atrás buscar um espaço para criar mais destruição.
Billy estava com medo, mas estava confiante e isso é bom porque ele não estava mais sozinho com a insegurança, ele estava animado, assustado e feliz por viver, e claro a insegurança tentou atravessar ele, de ponta a ponta, porém dessa vez ela foi parada em diversos pontos, eram os outros, outros sentimentos que impediram de tudo ser destruído mais uma vez. Claro que não foi uma vitória completa mas foi uma vitória mesmo assim, vitória que nutriu seus outros sentimentos e vontades, vitória que mostrou que não é impossível mas sim um grande desafio cheio etapas satisfatórias.

Billy, fez o mínimo para lidar com isso e deu certo momentaneamente, mas e se eu disser que a história não acaba aqui? Você acreditaria? Veria esperança no futuro de Billy?
Bom, diversas coisas acontecem a partir desse ponto, Billy comete erros, o sentimento volta 15 vezes maior que antes, mais pessoas entram na história, mas claro é uma história para outro dia, um dia que Billy resolver contar outra história para vocês.

Boa sorte com seus demônios caros leitores.

Sr.Aglomerado de Átomos

sábado, 4 de maio de 2019

Vigésimo quarto: Ponto

Bom, de tempos em tempos estou aqui, no ponto, esse ponto cruel onde a perdição me olha nos olhos, onde a dúvida segura minha mão e o rumo foi embora, fugiu com a confiança para algum lugar que eles consigam viver em paz.
E de novo aqui, não sei o que fazer, não sei o que dizer, não sei e nem quero saber, o medo tá aqui fazendo café, e eu me acomodei no sofá, agora é só esperar.
Esperar o que? Bom, geralmente espero todo mundo ir embora para me dar coragem para levantar e fazer algo, mas o medo tá aqui a semanas ou meses, a perdição já arrumou um dos quartos para ela, a insegurança tá aqui do meu lado, igual a mim, já faz uns anos, eu levanto e volto para cá e ela ainda está nesse sofá.

Não sei, preciso lidar, preciso mudar mas esse sofá é muito confortável.

Um dia a determinação me disse que eu conseguia, a esperança e o otimismo também, nunca entendi o que. Afinal o que eu consigo?
O mais inesperado, foi quando eu estava devastado, decepcionado e jogado em um canto qualquer e do nada me vem a insegurança. Eu não estava mais no sofá, eu caí no chão e fiquei, a insegurança também não estava mais, estava em pé e me olhando.
"Por mais que eu sempre tente te arrastar para aquele sofá fedido eu ainda acredito no seu potencial, no final eu só quero uma companhia para eu não me sentir mal sozinha, continue."
Ela foi embora e me deixou o número da paranóia, ela disse algo sobre ligar para ela vai me trazer lembranças de nossos melhores momentos, foi a última tentativa de me botar para baixo e diversas vezes funcionou e ainda funciona.
Depois nada mudou, o mundo continua o mesmo, porém aceitei de vez que quem tem que mudar mais sou eu
Vou começar aos poucos, não sei como, mas vou.

Aaaaaaaa viver é complicado, mas é como um tio de certo um Aranha disse:

"Com grandes poderes vem grandes responsabilidades"

Aplicar isso na vida quando não se sobe nas paredes parece complicado, mas eu sei do meu potencial e ele é igual o de todo mundo, infinito. Colocamos limites demais nas coisas, e nosso potencial é uma delas, talvez falte esperança.
Sinceramente não sei, mas tanto potencial quando a própria pessoa acredita se torna um poder e tanto.

Sr. Aglomerado de átomos