segunda-feira, 29 de julho de 2019

Trigésimo primeiro: não sei

Eu não sei o que eu fiz
De verdade
Vou seguir em frente
Mas o que me machucou
Não foi você me ignorar
Foi você não ter dito adeus.


Sr. Aglomerado de átomos

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Vigésimo nono relato: Gravidade

As pessoas não gostam de admitir que são parte do problema de eu estar nesse chão agora, elas não aceitam e muito menos entendem a gravidade das próprias palavras, essa gravidade que arrasta minha cara no asfalto.
Se hoje não tenho autoestima talvez seja porque toda vez quando e eu me sentia bonito vocês me chamavam de convencido ou de feio, e cresci achando que ser convencido de sua própria beleza era ruim.
Se hoje não sou eu mesmo na frente de vocês é porquê vocês sempre mostraram que as coisas que gosto não os agrada.
Se hoje estou no chão é por que vocês nunca entenderam a gravidade das suas palavras.
Eu não vou conseguir levantar enquanto vocês continuarem me forçando para baixo enquanto tentam me ajudar a levantar.
E se eu grito, explodo ou choro é por que foi a única forma que aprendi a me expressar.

Não sou a melhor pessoa do mundo, nem nasci para ser, mas se hoje sou um pouco pior do que eu podia ser é porque vocês me ajudaram a ser assim mesmo que indiretamente. Mas não guardo mágoa, sigo em frente tentando superar, tentando ser alguém melhor.

Sr. Aglomerado..