quarta-feira, 21 de março de 2018

Décimo quarto relato: Maldição

"Puta que me pariu" é o que eu penso quando lembro de você, maldição!!
Não consigo esquecer quem eu sei que me esqueceu e me esqueceu fácil, estou fadado a lembrar de você pra sempre, e sofrer por isso.
Quem diria, eu nunca imaginei que uma garota pudesse me iludir e eu ser tão trouxa por ela, mas a gente parou de se falar a uns anos e eu ainda continuo sendo trouxa por você.
Eu me odeio. Você existir me faz me odiar, simplesmente porque eu não consigo te esquecer.
Você me fez tão bem e tão mal, talvez eu seja um masoquista mesmo, e quando me lembro de que você já me chamou disso uma vez faz doer mais.
Antes eu lutava pra conseguir te entender, para poder continuar falando com você, agora tudo parece tão simples, ou será que eu era burro?
Você sempre esteve um passo a minha frente e hoje não é diferente, você me esqueceu e eu ainda lembro de você.
É, eu devo ser masoquista, que merda.
Eu era masoquista só por você.
Se eu estou chorando agora é por que você era como cebola pra mim, se eu sorrio quando lembro de você é por que você era como o céu pra mim, se eu sinto vontade de pular de um prédio é por que você disse que estaria lá embaixo me esperando.

Cansei de ser trouxa, mas não consigo deixar de ser, cansei de você mas não consigo te esquecer.

Talvez aqueles te amos infinitos que eu te falava fossem reais, talvez até demais.

Juro, que se eu te ver um dia vou mandar você se fuder. Talvez tenha sido melhor você ficar longe e me esquecer, mas é uma porra aceitar isso.

Vai se fuder.

Sr. Aglomerado de átomos

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