Escuridão cerca tudo que eu poderia tocar, até aquele futuro brilhante, e aquela luz no fim do túnel eu já não sei se consigo alcançar, é frustrante.
Estou desesperado mas não vou correr, é perigoso demais andar por onde você nem consegue enxergar, imagina correr...embora ainda exista vontades eu ainda tenho medo de morrer.
Eu sou invencível, invencível e cair faz parte não? Só se perde quando desiste, correto?
No meio de tantas atitudes líquidas eu preciso de algo concreto, preciso segurar e perceber o que é o mundo, o que quero dele e se estou disposto a ir a fundo.
O desespero corroe e faz parte, é no desespero que entendemos quem somos de verdade, e no meio de tanto medo descobrimos que não é o fim e sim só o botão de start.
Eu sou Invencível enquanto eu ainda for uma ideia, enquanto eu for maior que o nada eu ainda sou arte.
Enquanto os outros correm, eu ainda caminho com calma e é difícil escolher o caminho mas ainda acho que nada pode me parar, nem mesmo a morte, querendo ou não, ideias não morrem.
Fácil falar, ainda está escuro e o silêncio continua agonizante, óbvio que vou tentar seguir em frente mas sinto como se estivesse preso em um feitiço congelante.
Vou tomar minhas doses de coragem e usar toda minha sorte, um passo de cada vez e eu ainda sinto medo da morte.
As vezes me pergunto se realmente sou forte.
A resposta é sempre não, e por isso continuo tentando.
Sr. Aglomerado de átomos.
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