segunda-feira, 31 de outubro de 2022

№91: Política da casa

Eu me pergunto em que momento o país virou isso... Eu sinto que tudo que aprendi sobre a história e o mundo são desnecessários, tudo virou vazio. Mentiras burras e absurdas lutam contra a verdade e vencem, e me pergunto em que momento pessoas que eram tão amorosas começaram a destilar ódio com tanto amor em suas palavras, eles amam odiar as pessoas.
Pessoas que antes eram meu porto de segurança seguravam minha mão, hoje seguram armas e apontam para cabeça de outros. 
Sempre evitei a religião por saber que já usaram ela para o mau no passado, e vejo isso se repetindo hoje, já faz um tempo que não escuto os cristãos citarem as palavras de Jesus. Antes falavam tanto de amar o próximo como a si mesmo, e os mesmos que falavam isso para mim despejam todo o seu ódio e escuridão naqueles que eles me ensinaram a amar.
Nem sei mais se eles acreditam no que falso messias fala ou se eles simplesmente fingem acreditar para fazerem o que fazem.
Banheiro unissex sempre existiu na minha casa, e em restaurantes pequenos. Falam de fechamento das igrejas, mas quem fecha ela é o pastor no final do culto. Armas para proteção mas na menor divergência apontam para cabeça de alguém que nem te aponta o dedo.

Sinto medo, vocês também, tanto medo de um ladrão que resolveram apoiar ideias de um homem sem coração que zomba da morte das pessoas... Que manda mães pararem de chorar pelos filhos que perderam.

Eu juro que queria conseguir entender vocês mas não dá, até a liberdade que vocês buscam restringe mais do que liberta.

Insistem em comparar ele com Jesus, mas mesmo se eu ler a bíblia trinta vezes eu ainda não encontraria uma fala semelhante de ambos.
Já não é mais sobre Deus... Afinal jesus perdoou o ladrão e vocês não. 

Vocês escolheram abraçar o diabo e o chamar de anjo. E eu escolho manter distância desse falso amor.

Sr. Aglomerado de átomos.


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