sábado, 8 de junho de 2019

Vigésimo Oitavo: ela

Vou falar de uma tal de ELA e admito que provavelmente vai parecer estranho.

Bom, imagine um ser humano com a incrível habilidade de atrair seres humanos para perto, um ser humano que se alimenta de uma coisa diferente de cada um, esse ser humano é ela.
Ela é um ser humano que quem está perto a muito tempo entende como funciona, mas ainda assim deixa ela fazer suas presas.

Ninguém vai ser avisado, ninguém tem noção do que vai acontecer ao se envolver com ela.

Mas não se engane, ela não é uma pessoa ruim, ela é um ser humano muito bom e com intenções muito boas e por isso que tem gente que a tanto tempo do lado dela. Eles sabem como ela é, o que ela faz, mas ninguém vai falar um "A" porque eles sabem que ela precisa disso para sobreviver.

Não dê água para seu cachorro e ele com certeza irá morrer, não dê gente para ela e ela irá se destruir.

Cada um se alimenta de algo e ela também é assim, ela se alimenta de sentimentos alheios, ela adora ver todos aqueles sentimentos maravilhosos transbordando para fora das pessoas. Só para se deliciar com a ideia que vai destruir todos, e que você ficará quebrado diante dos pés dela.

Ela é o martelo, nós somos o vidro esperando ser quebrado.
Os que estão próximos dela não podem fazer nada, as mãos estão atadas, se ela não se alimentar ela vai morrer, espantar presas não é opção, mas eles mantém esse jogo sádico na esperança de ela um dia ficar satisfeita e poder viver como ser humano bom que ela é.

Ela é uma força da natureza, ela é um ser humano, ela é imperceptível, ela é inevitável.

Uma pessoa tão complexa que está tão perdida quanto qualquer um, uma pessoa tão sensacional que vai te consumir por completo e quando você perceber vai estar pensando nela.
No final ela só quer se entender e entender o que sente, ela não entende, nem percebe o que faz, ela não sabe quem ela mesma é.

Eu diria que ela é um furacão que ainda vai passar por sua vida.

Sr. aglomerado de átomos

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